Voltar
Notícias
09
jan
2014
(SUSTENTABILIDADE)
Argentina constrói primeira casa autossustentável no \"fim do mundo\"
A cidade argentina de Ushuaia, conhecida como “cidade do fim do mundo” por ficar muito próxima da Antártica, iniciou a construção de uma das primeiras casas autossustentáveis da América Latina, que utilizará energia solar e eólica para manter a temperatura durante todo o ano e reciclará seus próprios resíduos.
O projeto, que leva o nome de “Tol-Haru, Ushuaia. A Nave Terra do Fim do Mundo”, foi criado pela ONG Natureza Aplicada à Tecnologia (NAT), e conta com a colaboração do arquiteto Michael Reynolds, que promove o conceito de casas autossustentáveis.
O organizador do projeto, Mariano Torre, explicou à Agência Efe que escolheram Ushuaia, a “cidade do fim do mundo”, como “um símbolo de uma nova relação entre o ser humano e a Terra que não seja tão destrutiva” e seja capaz de utilizar os resíduos para produzir novos recursos.
Além disso, Torre é nativo da cidade austral, e agradece “com a alma” poder devolver algo do que recebeu de seu lar.
A casa projetada por Reynolds é um “modelo de sobrevivência simples” e consiste em duas construções em forma de cilindro de 50 metros quadrados, fabricadas utilizando cerca de 300 pneus, três mil latas, cinco mil garrafas de plástico e três mil de vidro, entre outros materiais reciclados.
Ao seu redor, uma armação de vidro cria um efeito estufa para manter a temperatura da casa constante entre 18 e 22 graus e economizar assim energia elétrica em uma cidade onde o inverno é a única estação do ano.
O projeto é desenvolvido como um curso no qual participarão 70 voluntários de todo o mundo, de lugares tão afastados como a Turquia e a Austrália, junto com indígenas da comunidade Qom argentina.
Torre descreve a construção desta casa como “uma semente”, e espera que ‘todos os participantes plantem outras sementes em seus países, nos vizinhos e no mundo todo’.
O criador do conceito de “Naves Terra”, Reynolds, será o professor dos participantes durante as três semanas de desenvolvimento do projeto. Ele, que estudou arquitetura na Universidade de Cincinnati, no estado americano de Ohio, rejeita a grande quantidade de resíduos criados pelo urbanismo moderno e se especializou no design de casas ecológicas e que respeitam o meio ambiente.
O plano da casa ‘Tol-Haru’ começou em 2010, e conta com o apoio do governo da Província da Terra do Fogo, que declarou o projeto ‘de interesse legislativo’ em 15 de novembro de 2011.
A cidade de Ushuaia, além disso, é parte do pacto dos prefeitos da União Europeia assinado em novembro de 2012, no qual se comprometiam em desenvolver energias limpas para reduzir em 20% as emissões de dióxido de carbono até 2020.
Elena Roger, esposa e companheira de Torre na coordenação do projeto, agradeceu o esforço de Ushuaia por “cumprir com o compromisso” de fazer do mundo um lugar mais ecológico.
O prefeito da cidade, Federico Sciurano, qualificou a construção como mensagem de esperança e de futuro que indica para onde quer ir o município, em entrevista à agência oficial ‘Télam’.
Dentro da Argentina, aliás, já existem outros grupos que mostraram a intenção de seguir o exemplo ushuaiense e realizar construções ecológicas.
Na cidade de Mar del Plata, na província de Buenos Aires, o projeto ‘Navetierra MDQ’ começou a desenvolver uma ideia similar em 2010, embora ainda não tenha sido posto em prática.
O projeto, que leva o nome de “Tol-Haru, Ushuaia. A Nave Terra do Fim do Mundo”, foi criado pela ONG Natureza Aplicada à Tecnologia (NAT), e conta com a colaboração do arquiteto Michael Reynolds, que promove o conceito de casas autossustentáveis.
O organizador do projeto, Mariano Torre, explicou à Agência Efe que escolheram Ushuaia, a “cidade do fim do mundo”, como “um símbolo de uma nova relação entre o ser humano e a Terra que não seja tão destrutiva” e seja capaz de utilizar os resíduos para produzir novos recursos.
Além disso, Torre é nativo da cidade austral, e agradece “com a alma” poder devolver algo do que recebeu de seu lar.
A casa projetada por Reynolds é um “modelo de sobrevivência simples” e consiste em duas construções em forma de cilindro de 50 metros quadrados, fabricadas utilizando cerca de 300 pneus, três mil latas, cinco mil garrafas de plástico e três mil de vidro, entre outros materiais reciclados.
Ao seu redor, uma armação de vidro cria um efeito estufa para manter a temperatura da casa constante entre 18 e 22 graus e economizar assim energia elétrica em uma cidade onde o inverno é a única estação do ano.
O projeto é desenvolvido como um curso no qual participarão 70 voluntários de todo o mundo, de lugares tão afastados como a Turquia e a Austrália, junto com indígenas da comunidade Qom argentina.
Torre descreve a construção desta casa como “uma semente”, e espera que ‘todos os participantes plantem outras sementes em seus países, nos vizinhos e no mundo todo’.
O criador do conceito de “Naves Terra”, Reynolds, será o professor dos participantes durante as três semanas de desenvolvimento do projeto. Ele, que estudou arquitetura na Universidade de Cincinnati, no estado americano de Ohio, rejeita a grande quantidade de resíduos criados pelo urbanismo moderno e se especializou no design de casas ecológicas e que respeitam o meio ambiente.
O plano da casa ‘Tol-Haru’ começou em 2010, e conta com o apoio do governo da Província da Terra do Fogo, que declarou o projeto ‘de interesse legislativo’ em 15 de novembro de 2011.
A cidade de Ushuaia, além disso, é parte do pacto dos prefeitos da União Europeia assinado em novembro de 2012, no qual se comprometiam em desenvolver energias limpas para reduzir em 20% as emissões de dióxido de carbono até 2020.
Elena Roger, esposa e companheira de Torre na coordenação do projeto, agradeceu o esforço de Ushuaia por “cumprir com o compromisso” de fazer do mundo um lugar mais ecológico.
O prefeito da cidade, Federico Sciurano, qualificou a construção como mensagem de esperança e de futuro que indica para onde quer ir o município, em entrevista à agência oficial ‘Télam’.
Dentro da Argentina, aliás, já existem outros grupos que mostraram a intenção de seguir o exemplo ushuaiense e realizar construções ecológicas.
Na cidade de Mar del Plata, na província de Buenos Aires, o projeto ‘Navetierra MDQ’ começou a desenvolver uma ideia similar em 2010, embora ainda não tenha sido posto em prática.
Fonte: G1
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















